Arquivo da tag: política

Uma seleção especial de marchinhas+política, porque a disputa cultural passa  pelas festas e espaços públicos também.
Clica ai, sobe o som e Ocupa Carnaval:
https://soundcloud.com/ocupa-carnaval

É a galera do Rio mandando bem em parodias falando do cotidiano da cidade, das manifestações, da repressão e dos poderosos. Conheça o bloco aqui.

“… Somos um coletivo apartidário – mas não antipartidário – de comunicadores que pretende servir como instrumento de “agitação e propaganda” aos movimentos sociais que estão em oposição a esse modelo de desenvolvimento que está transformando o Rio de Janeiro em um verdadeiro balcão de negócios, onde o lucro prevalece sobre a vida.
Nos orientamos pelas pautas dos seguintes fóruns:
– Plenária dos Movimentos Sociais
– Comitê Popular Rio Copa e Olimpíada
– Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública do Rio de Janeiro
– Fórum de Saúde do Rio de Janeiro”

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Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.

Ouça


Vamos camimando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos caminando
Aquí estamos de pie

Que viva la américa!

No puedes comprar mi vida…”


 

“Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que ‘viver significa tomar partido’. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.

A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnoticismos e indiferenças de nenhum gênero.

Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.

Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.” Antonio Gramsci



Flores, balões, cartazes, perna de pau, sorrisos e batuques… foi um desfile, uma celebração de quem quer construir um país diferente. Um desfile que reivindicava liberdade para se expressar, para pensar diferente, para não estar de acordo com as regras. Meio hippie!? Talvez..  mas muitos de nós sabemos exatamente que não é só de paz e amor que faremos uma vida melhor. Paz sem voz é medo. Então o que queremos!?

O que não queremos é colaborar com a ordem que está (im)posta. Não queremos trabalhar e confiar. Trabalhamos sim, mas sem confiar em ninguém além de nós mesmos. Nós que fazemos esse Brasil com nossas mãos e nosso suor vamos também trabalhar para provocar rebeliões, para acordar multidões de indignados.

Reivindicamos liberdade para os que lutam. Liberdade para os sem terra, os estudantes, os sindicalistas que tem apanhado e/ou tem sido presos pelo braço repressor do Estado. O governo deve ser feito para e pelo povo, para isso é preciso ampliar as fronteiras da atual democracia. Porque os interesses dos opressores é que são defendidos por esse Estado (nada) democrático e de direito (dos ricos e poderosos).

Queremos uma educação de qualidade, gratuita e crítica que ensine os homens e mulheres entenderem a história e produzir conhecimento ligado as necessidades do nosso povo. Educação libertadora que contribua no processo de emancipação dos sujeitos e evolução do coletivo.

Marchamos… Para que meu corpo seja meu. Para que as mulheres não mais sejam oprimidas e violentadas. Para que todas as opções sexuais sejam aceitas e respeitadas.

Em sua maioria, somos jovens e por isso mesmo nos preocupamos ainda mais com a realidade social colocada. Muitos em processo de formação militante, comprometidos e dedicados nos sentimos responsáveis por transformar esse mundo velho.  Deixa desfilar a juventude que vem trazendo esperanças de um Brasil melhor.

“Com amor no coração
preparamos a invasão..”



 

Contra o aumento da passagem de ônibus e pelo direito de manifestar… já são 6 meses de protestos e nas duas ultimas semanas grandes mobilizações.