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Estava pensando nisso outro dia… Porque a gente está sempre revendo os passos que demos? Conferindo se as escolhas foram certas ou o porque de sermos assim? “Será que esse é o melhor caminho, será que estou feliz?”
São tantas as perguntas que fazemos internamente que as vezes elas parecem calar o que deveria ser obvio e simples. Mas assim devagar, dia a dia… tenho tentado sublimar o frenesi que as grandes questões causam e conseguido mais que responder… sentir, encontrar, saber.
Eu me procuro devagar, encontrando todo dia uma partezinha nova de mim.

Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha… (MCamelo)


Drummond escreveu um daqueles poemas que fazem a gente suspirar, pensar na vida e inspiram as novas fazes: Mundo Grande e ele termina assim… “– Ó vida futura! Nós te criaremos.”
Eu estou criando dias futuros no agora.
O voo foi ótimo, a Azul é legal, tem “tevelisão” e “bons lanche”.
Ao pousar na ilha com os olhos no mar e o coração esperando no aeroporto, pensei: “Mundo grande…”
Primeiros dias do que quero chamar cotidiano, de anos, de rotina, de vida futura.. estamos criando.


Eu inventei que te conheço desde criança, que um dia passeamos a tarde e havia balões coloridos. Vivíamos nos anos hippies e eu usava flores para decorar os cabelos (como você pôde amar alguém tão brega?). Ficávamos por ai dançando a era de aquário que em breve chegaria e não haveria barbárie que não se transformaria em corações, purpurina, flores e maconha. Ah Aquário… nos livre da luta de classes e das obrigações com a revolução. Desejei, não aconteceu. Enfrentamos o mundo porque pra nós não está certo. Enquanto o mais fraco for explorado, prosseguiremos.

Imaginei todas nossas fotos, os livros, as poesias e até os origamis que dobramos. Eu corria pro seu colo como inevitávelmente o rio corre para o mar. Praia, barco, transas, Rio, sorvetes, porres, faculdade e até fizemos várias tatuagens. Tivemos filhos… dezenas. Orientais, loiros, morenos, ruivos, negros. Nós queríamos todos os filhos do mundo. E quando a gente brigava, eles choravam e o céu chovia.

E todo dia descansando exausta ao seu lado eu ria só de te olhar, de sentir que o coração bate forte por você até hoje. Por toda uma estória eu te amei e foi lindo de “pés descalços nossa vida toda de paz e amor”.

 


.. (acredita? hahuauhahu) e to com uma ideia muito louca.

Agora dá uma olhada que lindo e atenção especial no video hein (é do Hair musical perfeeeeito, que amo.)


Eu vi o céu estrelado e vi a fumaça do meu cigarro não preencher os espaços vazios. A vontade de chorar só aumentou quando esticando a mão percebi que não havia nada em volta.  Sem drama, sem mimo.. está pesado demais fazer as escolhas que eu ando fazendo.

Estou muito cançada e essa tristeza já transborda…


É a vida anda corrida… mas anda também sensível. Eu não esqueci a delicadeza do olhar. Estou me esforçando pra dar conta de tudo.. estou me esforçando pra não esquecer dos detalhes… me esforçando inclusive para não abandonar esse blog que me faz tão bem.

Boa madrugada queridos! Ao som de Trio Mocotó… clica!

Ps. Sobre uma conversa da noite: Às vezes pareço muito radical, pouco flexível.. apesar de conseguir escutar e sempre tentar reciclar minhas opiniões. Sou radical porque tenho absoluta certeza do que penso e pra que faço tudo isso. E tenho dito! hauuhaua