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Escrevo sobre mim.

Até quando é sobre o outro

Torna-se o outro eu, meu, parte, todo.

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Boa madrugada! Porque não há tristeza mesmo que possa parecer…

Gosto do que é singelo

Da flor de maracujá nos cabelos dela

e das fotos envelhecidas dos meus amores já esquecidos.

Quero cada pequeno detalhe

Preciso dos tons específicos musicais e cromáticos.

Mas você meu amor, perdoe-me dizer tão francamente: é grosso demais

falta o bom gosto e o gesto moderado.

Você sequer conhece a música que está tocando

nunca leu minha poesia preferida,

nem gosta de observar as casualidades.

Nunca saberá qual é Nantes qual é Sunday smile

É mesmo isso… sem remédio, nem alívio:

Você não pode me fazer feliz,

porque não quer nada mais que seu mundo ríspido, descortês.

Então, mesmo de mãos dadas.. é por isso que sigo só

porque eu amo a beleza dos detalhes,

preservo e cultivo sensibilidades.


Penso que quando as mudanças são profundas é preciso ser bastante analítico para que não se perca o que é essencial. Quando essas mudanças profundas são internas, ai então é preciso até um pouco de apego.

Mas o que será de mim se eu giro para um lado e o mundo roda para o outro?! Há uma angústia nascida, amamentada e ninada que deságua em pó e consome minha face lisa transformando tudo em ruga. O que será de mim?!

As raras horas que tenho para pensar só em mim/para mim, esse pouco tempo em que não me exigem respostas rápidas… avalio. Pondero o quanto mudei e se realmente “esse mundo é todo meu”. Não é nada fácil viu!?

Em meio ao furacão me agarro forte, como quem não tem outra saída… me apego ao permanente cheiro flor de minha avó, ao abraço protetor de quem me ama, a aquela foto de nós 4, aos olhos iluminados de minhas irmãs, ao meu filme preferido, a qualquer detalhe menos importante que eu guardo na memória. Fecho os olhos e já quero fotografar. Me agarro ao sorriso e ao nariz dele, que me faz sorrir e quase consegue me sufocar.

E enquanto eu tento mudar o mundo e o mundo me muda… vou me valendo de qualquer coisa mais sensível, fragil e minuciosa para não me perder de mim.


parece que vai parar.


Sorte no jogo, azar no amor.


….gênio do mal com requintes de crueldade.


*foto: Eugenio Recuenco


Parei e pensei melhor no que eu havia dito a você. Entendi que não havia sentido nenhum naquilo. E daquele dia em diante resolvi parar. E aprendi…

Já não faço tudo que tenho vontade. Não digo que é a ultima vez.  Não tenho mais medo de perder. Não faço pelas metades. Não quero ser a líder da high school.

Eu aprendi que mudar sempre foi uma de minhas grandes qualidades.  Mas que amadurecer é uma mudança mais profunda,  dolorida e que deve sempre ser resultado de reflexão e sensibilidade.

Hoje em dia eu recuo estrategicamente, não porque eu esteja jogando. Mas porque sei que cada um precisa de uma medida particular de tempo. Hoje eu ataco com força total, porque sei que é preciso convicção para conseguir convencer. Hoje eu não me importo com exclusividade, eu quero mesmo é que seja singular.