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Numa tarde dessas de calor em Florianopólis, Nando e eu fomos a papelaria(?) e compramos todas as folhas de cores bonitas que haviam na loja da esquina. Sentamos no chão geladinho e de dobra em dobra apareceram fores, tsurus, corações… penduramos tudo no teto da sala. Colorir e provocar sorrisos, eles estão aqui cumprindo sua função e balançando com o vento.
O bar foi com a nova reitora e o povo que mandou vê na eleição, gente que trouxe a Reitoria da UFSC um cadim mais pra esquerda. Conheci alguns meninos do PSOL, uma casa linda e o Chiclete (um cachorro amado)… bebemos demais.
Rolou o samba na formatura do Renatinho e da “galera da Psi”. Quem comandou o batuque foi o Projeto Nosso Samba sentadinhos em mesinhas de madeira, monidos de cerveja e instrumentos fizeram a gente morrer de dançar.  O traje era descrito no convite como “Hippie Chic” e com todo mundo a vontade foi um dos melhores modelos de formatura que eu já vi… divertidíssimo.
De importante também teve a chegada do sogro e da sogra. Dois queridos… “Seu Baca” cozinha bem, sorri sempre e pita com a gente. Dona Marisa é toda fofinha, conta historias e deixa tudo bonito com luzinhas amarelas.
O natal foi bem legal… ninguém rezou, mas as  conversas foram ótimas, a comida delícia, cervejas, espumante… teve praia, risadas e presentes.
Ganhei coisas muito simbólicas que só nós dois entendemos o porque..  chocolates, cartinha, panda, pedido de casamento… rs. E principalmente: muito carinho, sorrisos e beijinhos.
Climinha de férias e de saudade que a gente mata de um lado e já cresce do outro.. beijinhos aos meus amigos-amores.

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Drummond escreveu um daqueles poemas que fazem a gente suspirar, pensar na vida e inspiram as novas fazes: Mundo Grande e ele termina assim… “– Ó vida futura! Nós te criaremos.”
Eu estou criando dias futuros no agora.
O voo foi ótimo, a Azul é legal, tem “tevelisão” e “bons lanche”.
Ao pousar na ilha com os olhos no mar e o coração esperando no aeroporto, pensei: “Mundo grande…”
Primeiros dias do que quero chamar cotidiano, de anos, de rotina, de vida futura.. estamos criando.


Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.

Ouça


Vamos fazer uma cabana de cores pasteis e lampadinhas amarelas,
desenhos, poesia e costurar bichinhos de pelúcia.

De tanto amor, eterniza
De tão leve, vira concreto
Clima de sonho bom, pura realidade

Lá vem a gente em retratos de abre alas
e histórias de fazer rir até a barriga doer.



Uma dor na nuca que tem origem nas milhões de explosões de um mundo feito de eventos incontroláveis. Como a passividade nunca foi uma característica minha, a intervenção está sempre a menos de um piscar de olhos.
Meus braços não deram conta, estiquei as mãozinhas e ainda assim… Que mundo grandão.
Surtei.
Mas no limite da razão o remédio é pensar em quem nos inspira.
De repente veio você e me envolveu num monte de esperanças, aconchegos e certezas. E agora, no limite ou não, ando persistindo todos os dias.

“Diz pra mim que vai e que volta mais…”