Flores, balões, cartazes, perna de pau, sorrisos e batuques… foi um desfile, uma celebração de quem quer construir um país diferente. Um desfile que reivindicava liberdade para se expressar, para pensar diferente, para não estar de acordo com as regras. Meio hippie!? Talvez..  mas muitos de nós sabemos exatamente que não é só de paz e amor que faremos uma vida melhor. Paz sem voz é medo. Então o que queremos!?

O que não queremos é colaborar com a ordem que está (im)posta. Não queremos trabalhar e confiar. Trabalhamos sim, mas sem confiar em ninguém além de nós mesmos. Nós que fazemos esse Brasil com nossas mãos e nosso suor vamos também trabalhar para provocar rebeliões, para acordar multidões de indignados.

Reivindicamos liberdade para os que lutam. Liberdade para os sem terra, os estudantes, os sindicalistas que tem apanhado e/ou tem sido presos pelo braço repressor do Estado. O governo deve ser feito para e pelo povo, para isso é preciso ampliar as fronteiras da atual democracia. Porque os interesses dos opressores é que são defendidos por esse Estado (nada) democrático e de direito (dos ricos e poderosos).

Queremos uma educação de qualidade, gratuita e crítica que ensine os homens e mulheres entenderem a história e produzir conhecimento ligado as necessidades do nosso povo. Educação libertadora que contribua no processo de emancipação dos sujeitos e evolução do coletivo.

Marchamos… Para que meu corpo seja meu. Para que as mulheres não mais sejam oprimidas e violentadas. Para que todas as opções sexuais sejam aceitas e respeitadas.

Em sua maioria, somos jovens e por isso mesmo nos preocupamos ainda mais com a realidade social colocada. Muitos em processo de formação militante, comprometidos e dedicados nos sentimos responsáveis por transformar esse mundo velho.  Deixa desfilar a juventude que vem trazendo esperanças de um Brasil melhor.

“Com amor no coração
preparamos a invasão..”

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