De vez enquanto ganho um beijo daqueles que me tiram do chão, que faz minhas borboletas voarem. De vez em sempre quero esses beijos. Mas eles nunca ficam, eu mesmo prefiro deixa-los ir. Mais do que as coisas ou pessoas, eu amo a mobilidade delas. E sossego, pois já diria o grande Carlos:

“… sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.”

Quando ouço..

Fico assim querendo aconchego. Mas sei que aconchego custa caro. Que quando se tem, o preço é  uma grande dedicação e uma parte de alma. O que é justo, mas eu quase nunca tenho pra dar.

Eu sigo incompleta, mas de alguma forma satisfeita. Não querendo possuir nada, nem ninguém… tenho tudo o que quero.  Ainda assim me pergunto sobre o que virá.. se eu saberei e se eu quero algum dia ficar, se farei um bom dueto, se terei um pas-de-deux… “Choro café e você chora leite!”

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