Centro - 20-01-2008 - 16

Não morri “de tiro”. Não peguei o Chico Buarque. Não voltei falando aSSSSim.

Mas juro que eu estava no Rio de Janeiro.

Uma viagem que foi planejada com apenas três dias de antecedência. Mal deu tempo de colocar as roupas na mala. Era um congresso de estudantes de Letras. E o que eu tenho a ver com a Letras? Nada. Mas vamos combinar.. todo mundo tem haver com o Rio, né.

Planejei “zoniar” mais… deu errado.  Minha companheira de viagens desistiu de ir. A previsão do tempo foi: frio e chuva. Além de metade da galera ter ficado doente. Mas mesmo que o mundo tivesse desabado eu teria gostado do Rio. Em Niterói, um clima bom demais, me pareceu um ótimo lugar pra se viver.

O Rio pulsa, vibra. Quero mais!

Tudo estava meio acinzentado ou em cores pasteis, não era a cidade do sol. Não importa, eu adoro cores pasteis e os prédios antigos entranhados de história. As ruas de paralelepípedo e essa nossa arquitetura moderna estranhíssima. O centro das cidades sempre são meus lugares preferidos.

O vermelho e preto no Maracanã faz meu coração acelerar. Inesquecível, comemorar uma bola numa rede, com milhares de pessoas perdubadamente fanáticas por aquelas duas cores.

A neblina que cobre o Cristo Redentor, o vento frio que vem do mar em Copacabana, o chopp Brahma gelado e praticamente cremoso. Nessa minha visita estranha o gosto da cidade foi: cevada. Sou praticamente uma alcoólatra.

Imagens, conversas, gostos, músicas, pensamentos, histórias, beijos, olhares… Teria muitas outras coisas pra dizer, mas gosto de guardar algumas sensações só para mim. Às vezes gosto de guardar o silêncio.

Por fim, digo que… ainda não sei o que foi. Mas a maior sensação que ficou foi que… mudaram as estações.

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